Mercado de carbono (resumo semanal – 01/06/2020)

Fundo de Recuperação
A Comissão Europeia deu a conhecer no Parlamento Europeu o esperado novo plano de recuperação pós Covid-19 chamado “Next Generation EU” de 750 mil milhões de Euros, que tem como objetivo principal assegurar que a recuperação europeia será sustentável, inclusiva e justa para todos os estados membros. Este Fundo será apreciado no próximo Conselho Europeu, em julho.

Os fundos serão aplicados em três pilares: suportar estados membros a recuperar, reparar e emergir da crise; incentivar o investimento privado (e em particular focar estes esforços nas transições verde e digital, desde o 5G ao hidrogénio e à produção de energia renovável offshore); e aprender com as lições da crise, criando um novo programa dedicado à saúde.
Como tem vindo a ser anunciado, o Fundo de Recuperação pretende reforçar o Pacto Verde Europeu e garantir que a transição para uma economia neutra em carbono não deixará ninguém para trás.

Covid-19 provoca a maior queda no investimento em energia
De acordo com o relatório “World Energy Investment 2020” divulgado a semana passada pela  Agência Internacional de Energia, a pandemia da Covid-19 provocou uma queda histórica no investimento realizado no setor energético mundial, desde os combustíveis fosseis ao setor das renováveis e eficiência energética. Se no início de 2020 era esperado um crescimento global no investimento em energia de 2%, devido à pandemia é agora esperada uma queda de cerca de 20% comparativamente ao ano anterior.

A AIE estima que em 2020 os investimentos no setor do petróleo e gás caiam cerca de um terço, os gastos no setor da eletricidade deverão cair cerca de 10% (com o setor das renováveis a sair mais resiliente mas ainda assim a ver quedas no investimento), e para o setor da eficiência energética reduções no investimento de 10 a 15%.

COP26 adiada para 2021
Já se sabe oficialmente que a COP 26 irá ser realizada em novembro de 2021 em Glasgow, tendo sido adiada 12 meses devido ao coronavírus. Alguns ativistas têm demonstrado algum receio com este adiamento por reduzir a pressão política nos países para apresentarem uma maior ambição nas suas metas climáticas que deveriam ser conhecidas em 2020.

 

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