Mercado de carbono (resumo semanal – 04/01/2021)

Os produtores de energia preparam-se para cumprir a nova meta climática para 2030

Os primeiros-ministros e presidentes da UE concordaram, a 10 de dezembro, em aumentar a meta da União Europeia para 2030 de redução das emissões para 55% abaixo dos níveis de 1990. A meta terá ainda de ser acordada no início do próximo ano com o Parlamento Europeu, que pretende elevar a meta para 60%, contudo já é evidente que o sistema energético da Europa terá de se transformar mais rapidamente do que estava inicialmente previsto. Embora a meta para 2030 tenha agora sido acordada, em princípio, as especificidades de como lá chegar não chegarão até que a Comissão Europeia proponha a sua lei climática, esperada em junho deste ano.

Esta nova meta exigirá novas tecnologias energéticas como a energia solar, energia eólica e hidrogénio. Todas essas novas fontes de energia terão de ser integradas na rede energética da UE, e essa tarefa recairá sobre os operadores de serviços de energia da Europa. Neste momento, há duas preocupações principais: preparar a rede para o fornecimento intermitente de energia renovável, e atualizar os gasodutos para serem capazes de transportar hidrogénio como combustível de base.

Paragem da economia agravou desigualdades, apesar da “qualidade ambiental”

A associação Zero redigiu uma lista onde identifica os 5 factos mais positivos e negativos em 2020, onde a pandemia teve lugar de destaque nas duas listas. Entre os factos mais positivos esteve “a experiência resultante da paragem da economia mundial, que permitiu vivenciar uma qualidade ambiental como há décadas não era possível”

Um dos factos negativos apontados foi que a pandemia de covid-19 veio “agravar das desigualdades sociais entre países e dentro de cada país”. Também foi apontado, pela associação, “o conflito entre a intenção de mineração em Portugal, sob um quadro legal pouco transparente e sem diálogo com os cidadãos e instituições, e sem uma avaliação ambiental estratégica nacional, que é fundamental para uma exploração sustentável”.

Em relação aos factos positivos, a associação, refere a “publicação, após décadas de atraso, da Lista Vermelha da Flora Vascular de Portugal Continental, colmatando lacunas de quase 30 anos no conhecimento do estado de conservação das plantas vasculares”, a demonstração que “os cidadãos estão disponíveis para a transição para a sustentabilidade, investindo na melhoria da eficiência energética, tal como ficou expresso na sua adesão ao Programa de Apoio a Edifícios Mais Sustentáveis do Fundo Ambiental”. A associação refere ainda a persistência da União Europeia numa “visão assente na sustentabilidade, não obstante todas as pressões para atrasar a transição para um modelo de desenvolvimento circular”.

O desafio deixado pela Zero, é que o parlamento português a adote uma Lei do Clima “que permita inscrever os principais objetivos do Roteiro para a Neutralidade Carbónica 2050 na agenda política” e ainda a “apresentação e implementação da Estratégia Nacional para a Pobreza Energética”.

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O mercado fechou a valorizar, estando a cotar em torno dos 33,53 €/t, uma valorização de 3,04% relativamente ao valor de abertura do mercado.

Na sexta-feira passada o mercado fechou a cotar 32,54 €/t, uma valorização de 1,56% relativamente ao valor da cotação de fecho da semana anterior.

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