Mercado de carbono (resumo semanal – 06/04/2020)

Preços do petróleo voltam a baixar
No seguimento da guerra de preços entre a Arábia Saudita e a Rússia, e das acusações trocadas nos últimos dias, os preços do petróleo caíram cerca de 10% esta manhã. Está agendada uma reunião da OPEP+ para o dia 9 de Abril para serem esclarecidas as divergências entre os vários intervenientes na chegada a um acordo para os cortes na produção de petróleo.
Neste âmbito, a Agência Internacional da Energia publicou um artigo na semana passada em que refere que esta é a pior crise que o setor petrolífero viveu até aos dias de hoje, e que irá afetar toda a cadeia de abastecimento do setor do petróleo, interferindo também noutras partes do setor da energia.

Relatório do ICAP 2020
De acordo com os dados do relatório do International Carbon Action Partnership (ICAP) de 2020 sobre os sistemas de comércio de emissões em 2019, no ano passado existiam 21 sistemas em funcionamento em 29 jurisdições diferentes, representando 42% do PIB global. Neste momento existem 24 governos que estão a considerar / a desenvolver um sistema de comércio de emissões (aumento de 6 face ao relatório do ano passado). O relatório prevê também que em 2021 os sistemas de comércio de emissões representem 14% das emissões globais de CO2, valor que já inclui o sistema nacional da China.
Ao todo, em 2019, as receitas provenientes destes sistemas foram de cerca de 78 mil milhões de dólares sendo que o CELE representou cerca de 21% das receitas (16,4 mil milhões de dólares).

COP26 foi adiada
A conferência das Nações Unidas para as Alterações Climáticas que teria lugar em Glasgow em novembro foi adiada devido ao coronavírus. Num comunicado à imprensa sobre o adiamento da conferência, Frans Timmermans, Vice-Presidente Executivo da CE e encarregue da pasta sobre o Pacto Ecológico Europeu, assegurou que a CE irá continuar a trabalhar internamente e internacionalmente para contribuir para uma COP26 ambiciosa. Timmermans refere também que não prevê alterações no objetivo de apresentar em setembro de 2020 uma avaliação do impacto de aumentar a ambição da Europa em 2030 de modo a cortar as emissões em cerca de 50-55%, em comparação com os níveis de 1990, assim como de apresentar uma nova NDC nessa altura.

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