Mercado de carbono (resumo semanal – 07/10/2019)

O preço das licenças de emissão europeias desceram no final da semana passada, atingindo na sexta-feira o preço mais baixo observado nestes últimos 6 meses. Participantes do mercado justificam esta descida pelo receio de uma recessão económica, pela continuada incerteza do Brexit e indicadores técnicos que incentivam a venda. Espera-se que os preços continuem a descer durante esta semana.

Kadri Simson, a antiga ministra da Estónia e atual Comissária designada para a Energia na Comissão Europeia, destacou aos membros do Parlamento Europeu que uma meta de carbono para 2050 seria sensata e que o gás natural seria uma opção mais custo eficaz para abandonar o carvão, garantindo a segurança energética. Na sua declaração inicial comprometeu-se em rever a legislação da UE sobre energia, com o objetivo de tornar a UE neutra em 2050 e indicou que até 2021 a UE deveria tornar as suas metas para 2030 mais exigentes, de forma a reduzir as emissões de CO2 até 50%, possivelmente 55%. Recorda-se que uma das principais metas do atual quadro político para o clima e a energia no período de 2020 a 2030 é a redução de 40% de GEE (desde os níveis de 1990).

Os Ministros do Ambiente da Europa acordaram na sexta-feira passada, durante um conselho ambiental em Luxemburgo, em atualizar o compromisso atual de redução de emissões no próximo ano, mas sem indicarem o nível de redução. Dez países, entre eles a Bulgária, Republica Checa, Croácia, Estónia, Grécia, Hungria, Lituânia, Malta, Polónia e Roménia impediram as tentativas para a definição de um novo compromisso concreto. Desses dez, a República Checa, a Hungria e a Roménia são os últimos resistentes para um acordo para 2050. Os ministros concordaram num texto que reforça que o Conselho irá completar o seu trabalho sobre a meta da neutralidade carbónica em 2050 até ao final do ano.

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