Mercado de carbono (resumo semanal – 11/05/2020)

Consumo de eletricidade em Portugal
De acordo com dados publicados pela REN, nos primeiros quatro meses de 2020 a produção renovável abasteceu cerca de 69% do consumo nacional (35% energia hidroelétrica, 26% da energia eólica, 6% da biomassa e 2% da fotovoltaica), as fontes não renováveis supriram 28% do consumo e os restantes 3% foram provenientes de importações.

Já no mês de abril, e desde agosto de 2004, que o consumo de energia elétrica não era tão baixo em Portugal, tendo recuado cerca de 12% comparativamente a igual período do ano anterior. Pela primeira vez desde a abertura das centrais termoelétricas de Sines e do Pego, a produção de energia elétrica a partir do carvão foi nula em abril e também neste mês o consumo de gás natural para produção de eletricidade caiu cerca de 66% em relação a igual período do ano anterior.

Reserva de Estabilidade de Mercado
A Comissão Europeia deu a conhecer a semana passada o número total de licenças em circulação no mercado de carbono e a quantidade de licenças que serão absorvidas pela Reserva de Estabilidade de Mercado, um mecanismo com a função de prevenir que o mercado opere com um excedente estrutural de licenças, tornando-o mais resiliente a desequilíbrios entre a oferta e a procura. Assim, os volumes disponíveis em leilão vão ser reduzidos em cerca de 332 milhões de licenças entre setembro de 2020 e agosto de 2021, o correspondente a 24% das licenças em circulação (1 385 496 166).

Efeitos do teletrabalho nas emissões de gases com efeito de estufa (GEE)
Apesar de ter consequências sérias no tecido económico mundial, a pandemia da Covid-19 veio também representar um alívio ao planeta assim como trazer novos hábitos que ajudam no combate às alterações climáticas. Reuniões internacionais, que seriam normalmente realizadas presencialmente obrigando a viagens de avião, passaram a ser realizadas a partir de casa evitando toneladas de emissões, num modelo que tem vindo a provar ser eficiente.
Para além da diminuição de GEE nos transportes, o facto de um maior número de pessoas estar a trabalhar a partir de casa possibilita também o consumo nos pequenos negócios tradicionais como mercearias, encurtando as cadeias de abastecimento e promovendo o consumo de produtos sazonais e locais com menos emissões de GEE associadas.

 

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