Mercado de carbono (resumo semanal – 12/08/2019)

A Agência Internacional de Energia (AIE) publicou recentemente um documento sobre os balanços energéticos mundiais e outro sobre indicadores de eficiência energética. A produção de energia a nível mundial aumentou 2,2% em 2017 relativamente ao ano anterior, devido principalmente ao carvão e ao gás natural e também por um ligeiro acréscimo de outras fontes de energia renovável excluindo energia hídrica e biocombustíveis. Adicionalmente, apesar de se terem observado poupanças significativas de energia devido à eficiência no setor residencial, a intensidade energética dos eletrodomésticos, de forma geral, não decresceu. Os resultados do estudo indicam que serão necessárias políticas de eficiência energética mais ambiciosas.

Greta Thunberg destacou que a próxima cimeira climática, em setembro, em Nova Iorque, consiste numa boa oportunidade para os líderes mundiais demonstrarem que têm ouvido os jovens ativistas climáticos. Após um ano de protestos, o curso atual das emissões não mudou e a adolescente salientou que ainda é necessário fazer muito mais.

Foi publicado um novo relatório do IPCC que demonstra que a crise climática prejudica a capacidade da área terrestre para suportar a humanidade. O aquecimento global aumenta as secas, a erosão do solo, os incêndios florestais, enquanto diminui o rendimento das culturas nos trópicos e provoca o degelo do permafrost. O relatório indica ainda que atuar para a regeneração dos solos e florestas, o armazenamento de carbono, a redução do consumo de carne e a diminuição do desperdício alimentar, poderão ter um papel essencial para lidar com a crise climática. Recomenda uma ação forte por parte dos governos e negócios e sugere incluir os custos ambientais na alimentação, tendo já sido proposto em estudos anteriores taxar a carne ou subsidiar as frutas e vegetais.

 

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