Mercado de carbono (resumo semanal – 14/10/2019)

O banco alemão Berenberg publicou previsões relativamente ao mercado de carbono nos próximos anos. Os analistas acreditam que o preço das EUAs pode chegar aos 65 €/EUA em 2021 e aos 50 €/EUA em 2022-2025. Preveem ainda que o mercado de carbono estará em défice estrutural na próxima década e acreditam que o impacto do Brexit será razoavelmente impercetível, e que não há como escapar à escassez de licenças, o que significa que o preço terá de subir para níveis significativos.
Por outro lado, analistas da Icis têm uma perspetiva mais conservadora, e acreditam que o preço em 2019 será de aproximadamente 25€/EUA, que no início de 2020 este reduzirá para 23 €/EUA, mas que os preços a meio do ano devem aumentar para 36€/EUA. Acreditam ainda que um Brexit sem acordo pode inundar o mercado com licenças.

Três cientistas venceram o Prémio Nobel de Química de 2019 pelos seus trabalhos no desenvolvimento de baterias recarregáveis de iões de lítio que tornaram possíveis vários avanços em tecnologia, sendo usadas em quase tudo desde telemóveis, a veículos elétricos. A continuada investigação nesta área é essencial para resolver as barreiras ainda existentes à eletrificação de transportes e armazenamento de eletricidade proveniente de fontes de energia renovável, tendo um papel muito importante na transição energética e neutralidade carbónica.

Ocorreu no passado dia 11 a cimeira do grupo C40 em Copenhaga. Nesta conferência destaca-se:

  • Barcelona, Berlim, Copenhaga, Heidelberg, Lisboa, Londres, Madrid, Paris, Roterdão, Estocolmo e Varsóvia comprometeram-se em estabelecer novos padrões de qualidade do ar que cumpram ou superem as metas nacionais existentes no espaço de dois anos;
  • 35 cidades comprometeram-se a proteger o ambiente ao assinar a “C40 Clean Air Cities Declaration”, que envolverá a criação de zonas livres de emissões, introduzir mais meios de transporte neutros em carbono, melhorar infraestruturas para ciclistas e promover a utilização de combustíveis alternativos para aquecimento e preparação de refeições;
  • 14 cidades comprometeram-se em implementar políticas alimentares sustentáveis. Os responsáveis vão trabalhar com os cidadãos para alcançar “Planetary Health Diet” para todos, até 2030, com alimentos equilibrados e nutritivos que reflitam a cultura, geografia e demografia dos cidadãos.

A cimeira contou ainda com a presença do Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, que afirmou que os planos nacionais climáticos devem ser mais ambiciosos, e que as cidades têm de assumir um papel de maior importância neste desafio. O grupo C40 de Grandes Cidades para Liderança do Clima é uma aliança de 94 cidades que se comprometem a implementar medidas ambiciosas de proteção das cidades às alterações climáticas.

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