Mercado de carbono (resumo semanal – 17/08/2020)

Mix Energético em Portugal e Espanha quase sem carvão
O processo de encerramento das centrais a carvão em Portugal e Espanha acelerou devido à pandemia. Nos primeiros 7 meses do ano apenas 0,8% da eletricidade produzida em Portugal teve como fonte o carvão. No acumulado, a eletricidade produzida em Portugal foi maioritariamente proveniente da energia hídrica (33%), seguida da eólica (24%), gás natural (23%), cogeração fóssil (9,9%), biomassa (6,9%), solar (2,8%) e carvão (0,8%).

De notar que a EDP já mostrou ao Governo a sua intenção de encerrar a central de Sines até 2021 tendo o Ministro do Ambiente e Ação Climática garantido que estão a ser estudadas alternativas viáveis ao carvão. Segundo o ministro, para que Sines deixe de operar é necessária uma reserva estratégica no Alqueva e a ligação à rede de alguns projetos fotovoltaicos que estão quase terminados.

Já em Espanha, o mês de junho marcou a data limite de encerramento de 9 das 14 centrais a carvão que estavam a operar no país. Note-se que, segundo o Plano Nacional de Energia e Clima de Espanha, todas as centrais deverão ser encerradas até 2025.

Reciclagem em Portugal durante a pandemia
De acordo com a sociedade Ponto Verde, de janeiro a julho deste ano, Portugal reciclou mais 5 185 mil toneladas de embalagens, valor 5% superior face ao período homólogo.

No que respeita aos materiais reciclados registou-se uma subida acentuada nas embalagens de cartão para alimentos líquidos (+41%). Já o alumínio e o aço registaram um aumento de 27% e 18%, respetivamente. A reciclagem de papel e cartão aumentou cerca de 7% enquanto que o vidro e plástico aumentaram respetivamente, 4% e 3%.

ERSE sobre isenções ao autoconsumo renovável
A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) considera que os estímulos à produção de eletricidade renovável para autoconsumo poderá levantar questões de equidade no tratamento dado aos consumidores.  Segundo a ERSE, a isenção que o governo deu aos autoprodutores por 7 anos poderá implicar uma redistribuição desses custos por outros consumidores com impacto nas tarifas.

Segundo o parecer da ERSE, serão os consumidores que enfrentam as maiores barreiras à adesão ao autoconsumo que poderão vir a suportar os custos daqueles que podem, recomendando que se avaliassem “fontes de financiamento alternativas” para mitigar os impactos.

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O mercado está a desvalorizar, estando a cotar em torno dos 25,40€/t, uma desvalorização de 0,1% relativamente ao valor de abertura do mercado.

Na sexta-feira passada o mercado fechou a cotar 25,42 €/t, uma desvalorização de 3,6% relativamente ao valor da cotação de fecho da semana anterior.

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