Mercado de carbono (resumo semanal – 21/10/2019)

De acordo com o relatório publicado hoje da Agência Internacional de Energia (AIE), espera-se que a energia solar tenha um crescimento significativo nos próximos 5 anos. Estima-se que a capacidade total de energia renovável cresça 50% (1.200 GW) entre 2019 e 2024, sendo a energia solar fotovoltaica a principal responsável. Ainda na sexta-feira passada, foi inaugurada a maior instalação solar flutuante europeia em França. Motivada pela redução de custos, uma grande parte desta expansão irá ocorrer nos sistemas fotovoltaicos instalados nas habitações, edifícios comerciais e estabelecimentos industriais. Prevê-se que a proporção de energia renovável na produção global de energia atinja 30% em 2024. No entanto, segundo Dr. Fatih Birol, Diretor Executivo da AIE, o crescimento necessita de ser ainda mais acelerado de forma a atingir as metas mundiais climáticas.

Também da autoria da AIE, será publicado na próxima sexta-feira um relatório sobre o enorme potencial da energia eólica offshore. Esta fonte de energia representa uma fração muito pequena da produção total de energia. Neste momento, o segundo parque eólico flutuante a nível mundial navega rumo a Portugal. A primeira turbina deste parque saiu de Ferrol, Espanha, para 20 km de distância de Viana do Castelo, no sábado passado. Mais duas unidades irão juntar-se a esta primeira turbina, constituindo no final 25 MW de potência instalada. O projeto é liderado por um consórcio constituído pela EDP Renováveis, ENGIE, Repsol e Principle Power Inc., com o apoio do Banco Europeu de Investimento (BEI).

O BEI adiou para novembro a atualização da sua política de empréstimos para o setor energético. Tinha sido originalmente proposto que o apoio do Banco para projetos de energia dependentes em combustíveis fósseis fosse eliminado, tanto em petróleo como o gás natural, para que este tipo de projetos não fosse apresentado ao conselho do BEI após 2020. A maior divisão surgiu entre uma abordagem de zero tolerância com o gás natural e a introdução de exceções com instalações de gás natural mais eficientes.

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