Mercado de carbono (resumo semanal – 22/07/2019)

Na passada segunda-feira, a Comissão Europeia publicou uma atualização sobre a atribuição de licenças relativamente à reserva de novos entrantes 2013-2020. Até à data, foram atribuídas 167,9 milhões de licenças de emissão a 937 instalações durante o período 2013-2020 do CELE, o que significa que 65% do montante da reserva continua disponível para atribuição gratuita a novas instalações ou aquelas em que ocorra um aumento significativo de capacidade até ao fim de 2020. As licenças que não sejam concedidas até 2020 serão transferidas para a Reserva de Estabilidade de Mercado, sendo que daí 200 milhões de licenças serão usadas para estabelecer uma reserva de novos entrantes para o próximo período CELE, de 2021 a 2030.

Durante o seu discurso em Estrasburgo, a presidente indigitada da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, evidenciou a a proteção ambiental como a“nossa tarefa mais urgente”. Neste sentido, propõe estabelecer um “acordo verde” para a Europa que visa a neutralidade climática até 2050. De modo a financiar a transição “verde”, a proposta visa transferir unidades do Banco Europeu de Investimentos (BEI) para um banco focado exclusivamente na ação climática para mobilizar investimento de um bilião de euros na próxima década. Existem ainda planos para introduzir um eventual ajuste de carbono na fronteira para garantir a competitividade das empresas sujeitas a custos de carbono.

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