Mercado de carbono (resumo semanal – 25/05/2020)

PNEC 2030 e Estratégia para o Hidrogénio
Foi aprovado a 21 de maio em Conselho de Ministros o Plano Nacional Energia e Clima 2021-2030 (PNEC 2030). O documento posiciona Portugal entre os países mais ambiciosos da Europa no combate às alterações climáticas, tendo como principais metas a redução de emissões de GEE entre 45% a 55% até 2030, atingir 47% de energia proveniente de fontes renováveis no consumo final bruto de energia (dos quais 80% na produção de eletricidade, 20% em transportes e 38% em aquecimento e arrefecimento) e aumentar a eficiência energética em 35%, entre outras.

No mesmo dia foi aprovada a Estratégia Nacional para o Hidrogénio que ajudará a cumprir as metas e objetivos do PNEC2030. Esta estratégia tem como objetivo integrar este vetor energético na descarbonização da economia portuguesa promovendo-o tanto do lado do consumo, como da produção. A nota de imprensa divulgada pelo governo indica projetos e iniciativas a desenvolver  no âmbito desta estratégia, nomeadamente a implementação de um projeto âncora à escala industrial de produção de hidrogénio verde em Sines, a descarbonização do setor dos transportes e da indústria nacional, bem como a implementação de um laboratório colaborativo para o hidrogénio.

Impacto da Covid-19 no setor das renováveis
De acordo com a IEA, em 2020  deverá haver um aumento da capacidade instalada de renováveis em 167 GW, menos 13% do que no ano de 2019, mas ainda assim um crescimento de 6% em relação ao ano anterior. Em 2021 espera-se que a potência instalada aumente novamente devido a dois grandes projetos hidroeléctricos na China, mas o crescimento combinado de 2020 e 2021 deverá ser 10% inferior ao previsto pela Agência antes da pandemia.

Redução diária de CO2 devido à pandemia
De acordo com um estudo publicado na revista científica Nature Climate Change, a pandemia de Covid-19 provocou no início de abril, em média, uma queda de 17% nas emissões globais de CO2 por dia, em relação ao ano anterior. O estudo foi realizado com base numa análise às políticas e dados recolhidos de 69 países que totalizam 97% das emissões globais de CO2.
De acordo com a publicação, é estimado um impacto nas emissões em 2020 de cerca de 4% (2 a 7 %) se as condições pré-pandemia regressarem em meados de Junho, e de cerca de 7% (3 a 13%) se algumas restrições se mantiverem até ao fim de 2020. De notar que o setor que contribuiu para uma maior redução das emissões foi o da aviação com reduções de 60%, seguido da redução da circulação de transportes terrestres com um peso de 43% e por fim as atividades industriais com 19%.

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