Mercado de carbono (resumo semanal – 26/08/2019)

A Semana do Clima da América Latina e Caribe terminou na passada sexta-feira com pedidos de maior ambição e colaboração entre todos os níveis governamentais, setor privado e sociedade civil para acelerar a implementação dos planos climáticos nacionais no sentido de impulsionar a resposta da região à atual emergência climática e alcançar as metas do Acordo de Paris. As principais conclusões desta semana climática regional serão incorporadas nos resultados da Cimeira sobre Ação Climática convocada pelo Secretário-Geral da ONU para 23 de setembro em Nova Iorque.

No decorrer da semana passada intensificaram-se os incêndios que lavram a floresta Amazónica devido à falta de recursos e meios de combate, afetando severamente o Brasil, a Venezuela, a Bolívia e a Colômbia. Estes incêndios são já responsáveis pela maior quantidade de dióxido de carbono libertado na atmosfera desde 2010. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais do Brasil, este ano o número de focos de incêndio florestal aumentou 83% em comparação com período homólogo de 2018, enquanto a área desflorestada na Amazónia aumentou 278% em julho em comparação com o mesmo mês de 2018. Sendo a maior floresta tropical do mundo, a Amazónia fornece cerca de 20% do oxigénio e da água potável do planeta e possui a maior biodiversidade registada numa única área, o que levou o presidente da França Emanuel Macron a declarar a situação de “crise internacional” e a colocar o tema na agenda da cimeira do G7 que teve início este fim-de-semana na cidade francesa de Biarritz. Para além das questões de economia, comércio, com o pacto comercial entre o Mercosul e a EU em destaque, o meio ambiente e a urgência climática estão no centro do debate dos sete países mais ricos do mundo. Hoje, o G7 decidiu desbloquear ajuda de emergência de 22 milhões de euros para combater os incêndios da Amazónia, assim como disponibilizar financiamento para o seu reflorestamento.

 

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