Mercado de carbono (resumo semanal – 30/11/2020)

O petróleo atinge o seu preço mais alto desde março
O preço do petróleo tem vindo a subir constantemente desde o início de novembro, tendo-se estabelecido em mais de 2% no passado dia 23 de novembro, atingindo o seu nível mais alto desde março. O Brent fixou-se a $46,06 por barril, enquanto o US West Texas Intermediate fixou-se a $43,06 por barril, um ganho de 1,51%.
As limitações nas viagens e os confinamentos causaram a queda do preço do petróleo entre fevereiro e março, mas estes começaram a recuperar durante o Verão. Com a chegada da segunda vaga da COVID-19 na europa, estes preços voltaram a cair.
Numa nota publicada em setembro a S&P Global Platts Analytics afirma que “O impacto da COVID-19 na economia global e nos comportamentos dos consumidores reduziu a procura mundial de petróleo a longo prazo em 2,5 milhões de barris por dia”. Esta refere também, que é expectável que cerca de 75% da procura regresse em 2021, voltando às taxas pré-COVID até finais de 2022, com a procura a longo prazo permanentemente alterada.
O fabricante britânico de medicamentos AstraZeneca anunciou que a sua vacina poderia ter uma eficácia de cerca de 90%, aumentando a lista de vacinas bem-sucedidas e aumentando o otimismo do mercado.
A concentração de CO2 na atmosfera não diminuiu com o confinamento
A Organização Meteorológica Mundial revelou no passado dia 23 de novembro, que a concentração de dióxido de carbono na atmosfera continua a aumentar, apesar do confinamento global devido à pandemia da COVID-19.
Petteri Taalas, secretário-geral da organização, afirmou que “A descida das emissões relacionada com o confinamento representou apenas um pequeno ponto na curva de longo prazo, que devemos achatar de forma continuada”.
Apesar de ser difícil de estimar a redução total das emissões anuais, a organização admite que esta redução possa estar entre os 4,2 e 7,5%. Porém, esta redução não significa uma redução de concentrações de dióxido de carbono na atmosfera, uma vez que estes estes resultam de emissões acumuladas deste ano e dos anos anteriores.
O que se espera, é que a concentração de dióxido de carbono continue a aumentar, mas a um ritmo ligeiramente menor, sem ultrapassar as flutuações habituais do ciclo do carbono que se observam de um ano para outro.

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O mercado fechou a valorizar, estando a cotar em torno dos 29,05 €/t, uma valorização de 3,27% relativamente ao valor de abertura do mercado.

Na sexta-feira passada o mercado fechou a cotar 28,13 €/t, uma valorização de 5,2% relativamente ao valor da cotação de fecho da semana anterior.

Consulte os valores diários aqui.