Mercado de carbono (resumo semanal – 31/08/2020)

Leilão solar gera ganho de 559 milhões para os consumidores
Na passada semana, Portugal, completou o segundo leilão solar, onde alcançou um novo recorde do preço de MegaWatt-hora (MWh), que foi o mais baixo de sempre 11,14 euros. O Ministro do Ambiente, João Fernandes, destacou o sucesso da operação e salientou as vantagens do modelo, onde refere que isto trará uma poupança para os consumidores, nos próximos 15 anos, “de 559 milhões de euros”.
Segundo João Fernandes, “Esta é a completa inversão do que aconteceu enquanto estas tecnologias não eram maduras, em que o Estado e os consumidores tinham de pagar mais para consumir energia de fontes renováveis “.
Neste segundo leilão solar, estavam em cima da mesa 700 MegaWatts para novas centrais solares. Agora os promotores, tem entre 18 e 48 meses para obter os licenciamentos e a aprovação ambiental, para conseguirem arrancar com a construção das unidades de produção. Estas centrais, deverão começar a produzir energia a partir de 2024 e será a partir deste ano, que se começará a sentir os ganhos para os consumidores.

As energias renováveis superam os combustíveis fósseis na produção de eletricidade na UE
De acordo com a Ember, na primeira metade deste ano, a energia solar, a energia eólica, a energia hídrica e a bioenergia geraram cerca de 40% da eletricidade nos países membros, superando assim os combustíveis fósseis que representaram 34%. Como resultado, as emissões de carbono do sector energético diminuíram quase um quarto nos primeiros seis meses de 2020.
Devido à Covid-19, a procura de eletricidade na UE diminuiu 7%, enquanto a produção de energias renováveis aumentou 11%, impulsionada em grande parte pelas novas instalações eólicas e solares que produziram um quinto da eletricidade da Europa, um novo recorde.
A produção proveniente de combustíveis fósseis diminuiu 18%, sendo o carvão aquele que teve maior queda, com a produção a diminuir em todos os países onde fazia parte do mix de eletricidade. Em Portugal, este caiu 95%, onde por períodos prolongados não houve a utilização de carvão, o que levou à antecipação do encerramento planeado de centrais elétricas a carvão em dois anos, para 2021. Já em Espanha, a produção de carvão colapsou em 58%.
A produção de gás diminuiu 6%, com declínios registados em 11 países, incluindo quedas significativas em Espanha e Itália.

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O mercado está a desvalorizar, estando a cotar em torno dos 28,80€/t, uma desvalorização de 2,31% relativamente ao valor de abertura do mercado.

Na sexta-feira passada o mercado fechou a cotar 29,48 €/t, uma valorização de 15,1% relativamente ao valor da cotação de fecho da semana anterior.

 

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