Cooler World 2050

A 21ª Conferência das Partes da Convenção sobre as Alterações Climáticas teve lugar em Paris, em Dezembro de 2015, e atingiu o objetivo principal a que os diferentes Estados se propunham: a elaboração de um novo panorama político internacional para o combate às alterações climáticas e o enquadramento da adaptação aos impactes já inevitáveis. Paris representa o princípio do fim para a economia baseada nos combustíveis fósseis. O objetivo central do Acordo de Paris é limitar o efeito nefasto das alterações climáticas já em curso, mantendo um aumento da temperatura global neste século bem abaixo de 2 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais e prosseguir os esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5 graus Celsius. Estes níveis implicam mudanças profundas no nosso sistema económico e social, que se resumem na DESCARBONIZAÇÃO das nossas atividades.

Edifícios/Cidades

Segundo o IPCC devido aos recentes avanços nas tecnologias, ao Know how e às políticas os novos edifícios são mais eficientes energeticamente utilizando entre 60 a 90% menos energia que os edifícios convencionais de tipo e configuração semelhante, e são rentáveis em todos os países. O estilo de vida, a cultura e o comportamento influenciam também significativamente o consumo de energia nos edifícios.

Indústria

O quinto relatório do IPCC refere que a intensidade energética do setor da indústria poderia ser diretamente reduzida em cerca de 25% em relação ao nível atual, através da modernização em larga escala, substituição e implementação das melhores tecnologias disponíveis, sobretudo nos países onde estas não estão a ser utilizadas e em indústrias não intensivas energeticamente. Cerca de 20% pode, potencialmente, ser realizada por meio da inovação.

Água

Segundo a United Nations Inter-agency Mechanism on all Freshwater Related Issues, Including Sanitation, as metas globais para o setor da água estão estruturadas e interligadas: alcançar o acesso à água potável universalmente, melhorar o saneamento e higiene na utilização e desenvolvimento sustentável dos recursos hídricos em todos os países, reduzir águas residuais não tratadas, reduzir desastres relacionados com a poluição e aumentar a reutilização de águas residuais, reduzir a mortalidade e perda económica provocada por desastres naturais ou pelo homem.

Hidroelétrica

De acordo com o World Energy Council, a energia hidroelétrica representa cerca de 15% de toda a energia elétrica consumida. Apesar dos recentes avanços em outras tecnologias de geração de energia elétrica, as barragens continuarão a ser a pedra basilar de uma política de sustentabilidade energética a nível mundial. Contudo, no desenvolvimento destes empreendimentos, a consciencialização de governos e promotores, e o estabelecimento de políticas de proteção social e ambiental representará um dos grandes desafios deste século.

Biodiversidade

As alterações climáticas são uma das principais ameaças à biodiversidade, seja pela destruição de ecossistemas, disrupção de cadeias alimentares, desenvolvimento de novos agentes patogénos ou o aumento do risco de extinção de espécies. Ecossistemas e espécies não terão tempo suficiente para se adaptar às novas condições climáticas. Ecossistemas tão importantes a nível global quanto a floresta tropical amazónica ou a Grande Barreira de Coral podem já estar a sofrer efeitos e estarão certamente ameaçados. Ao mesmo tempo, as políticas de preservação da biodiversidade podem contribuir para maior resiliência dos ecossistemas e até contribuir para a mitigação das alterações climáticas.

Energia Eólica

A energia eólica foi a primeira energia renovável a atingir um volume de larga escala. De acordo com a Agência Internacional de Energias Renováveis (IRENA), em 2016 estavam instalados a nível mundial, 468 GW de capacidade, e os avanços tecnológicos permitiram que esta tecnologia, sob determinadas condições, seja competitiva com as energias fósseis. Em países como Dinamarca e Portugal, a sua contribuição é já muito significativa na produção de eletricidade. Novos avanços tecnológicos podem permitir ainda aumentar a utilização do recurso eólico, por exemplo em “offshore”.

Mobilidade

Sem novas políticas fortes o uso de combustíveis para o transporte rodoviário deverá duplicar entre 2010 e 2050. No entanto, uma enorme quantidade de energia pode ser poupada no setor dos transportes, agora e no futuro, através de melhorias de eficiência. Segundo o IPCC, as medidas técnicas e comportamentais de redução para todo o tipo de transportes, além de novas infraestruturas e investimentos de re-desenvolvimento urbano, podem reduzir a procura de energia em 2050 em cerca de 40%.

Florestas

As florestas terão sempre um papel muito importante na trajetória para um “cooler world”. Todos os cenários compatíveis com o objetivo de 2ºC implicam uma eliminação das taxas de deflorestação atuais e o incremento da capacidade de sequestro a nível global. O United Nations Collaborative Programme on Reducing Emissions from Deforestation and Forest Degradation in Developing Countries lançou as metas Aichi para 2020. Através da Convenção para a Diversidade Biológica os países acordaram metas ambiciosas para a conservação, uso sustentável e recuperação das florestas, e, através da UNFCCC, os países estão a discutir um mecanismo financeiro para promover REDD+. As opções de mitigação mais rentáveis na silvicultura são o florestamento, gestão florestal sustentável e redução da desflorestação, com grandes diferenças entre as regiões.

Energia solar

A energia solar fotovoltaica está a atingir a maturidade, sendo nos últimos anos o tipo de energia com maior incremento anual em capacidade instalada em vários países. De acordo com uma análise da Agência Internacional de Energia, em previsões extremas a energia solar poderia fornecer até um terço da procura final de energia a nível mundial depois de 2060. A energia solar fotovoltaica continua a evoluir a grande velocidade e com uma diminuição crescente de custos. Em Portugal a tecnologia solar fotovoltaica foi a que mais cresceu em 2016 tendo sido responsável por 1,4% da produção no nosso país. A Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN) prevê que a capacidade instalada de energia solar fotovoltaica em Portugal aumente em cerca de 20 vezes até 2030.

Agricultura e Alimentação

Segundo o IPCC, as opções de adaptação para a agricultura incluem respostas tecnológicas, melhorando o acesso dos pequenos agricultores ao crédito e outros recursos críticos de produção, o fortalecimento das instituições passando de nível local para o nível regional e melhorar o acesso ao mercado através de uma reforma do comércio. As opções de mitigação mais rentáveis serão a gestão de solos agrícolas, gestão de pastagens, e recuperação de solos orgânicos. Em simultâneo, as escolhas alimentares determinam também uma grande parte das emissões do sector primário: as dietas hipercalóricas dos países ocidentais, hoje em replicação nos países emergentes, implicam uma maior utilização do solo para a pecuária intensiva, maior uso de fertilizantes e químicos, e muitas vezes, maiores necessidades de transportes (“food miles”). O Global Calculator (www.globalcalculator.org) evidencia que as fontes ligadas à produção e transporte alimentar, em particular da criação de proteína animal, são das principais fontes de emissão sobre as quais é necessário atuar.

2 graus

O último relatório do IPCC refere que para tentar manter a subida da temperatura abaixo dos 2 graus a custos aceitáveis, será necessário diminuir globalmente as emissões de GEE entre 40 a 70% até 2050, e eliminá-las totalmente até 2100. Adaptação e mitigação são estratégias complementares para reduzir e controlar os riscos das alterações climáticas. Reduções substanciais das emissões ao longo das próximas décadas podem reduzir os riscos climáticos no século XXI e aumentar as perspetivas de uma adaptação eficaz, reduzir os custos e os desafios de mitigação a longo prazo e contribuir para a resiliência climática no caminho do desenvolvimento sustentável.

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O último relatório do IPCC refere que para tentar manter a subida da temperatura abaixo dos 2 graus a custos aceitáveis, será necessário diminuir globalmente as emissões de GEE entre 40 a 70% até 2050, e eliminá-las totalmente até 2100.
Adaptação e mitigação são estratégias complementares para reduzir e controlar os riscos das alterações climáticas. Reduções substanciais das emissões ao longo das próximas décadas podem reduzir os riscos climáticos no século 21 e aumentar as perspetivas de uma adaptação eficaz, reduzir os custos e os desafios de mitigação a longo prazo e contribuir para a resiliência climática no caminho do desenvolvimento sustentável.

A 21ª Conferência das Partes da Convenção sobre as Alterações Climáticas teve lugar em Paris, em Dezembro de 2015, e atingiu o objetivo principal a que os diferentes Estados se propunham: a elaboração de um novo panorama político internacional para o combate às alterações climáticas e o enquadramento da adaptação aos impactes já inevitáveis. Paris representa o princípio do fim para a economia baseada nos combustíveis fósseis. O objetivo central do Acordo de Paris é limitar o efeito nefasto das alterações climáticas já em curso, mantendo um aumento da temperatura global neste século bem abaixo de 2 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais e prosseguir os esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5 graus Celsius. Estes níveis implicam mudanças profundas no nosso sistema económico e social, que se resumem na DESCARBONIZAÇÂO das nossas atividades

Segundo o IPCC devido aos recentes avanços nas tecnologias, ao Know how e às políticas os novos edifícios são mais eficientes energeticamente utilizando entre 60 a 90% menos energia que os edifícios convencionais de tipo e configuração semelhante, e são rentáveis em todos os países. O estilo de vida, a cultura e o comportamento influenciam também significativamente o consumo de energia nos edifícios.

 

O quinto relatório do IPCC refere que a intensidade energética do setor da indústria poderia ser diretamente reduzida em cerca de 25% em relação ao nível atual, através da modernização em larga escala, substituição e implantação das melhores tecnologias disponíveis, sobretudo nos países onde estas não estão a ser utilizadas e em indústrias não intensivas energeticamente. Cerca de 20% pode, potencialmente, ser realizada por meio da inovação.

 

Segundo a United Nations Inter-agency Mechanism on all Freshwater Related Issues, Including Sanitation, as metas globais para o setor da água estão estruturadas e interligadas: alcançar o acesso à água potável universalmente, melhorar o saneamento e higiene na utilização e desenvolvimento sustentável dos recursos hídricos em todos os países, reduzir águas residuais não tratadas, reduzir desastres relacionados com a poluição e aumentar a reutilização de águas residuais, reduzir a mortalidade e perda económica provocada por desastres naturais ou pelo homem.

De acordo com o World Energy Council, a energia hidroelétrica representa cerca de 15% de toda a energia elétrica consumida. Apesar dos recentes avanços em outras tecnologias de geração de energia elétrica, as barragens continuarão a ser a pedra basilar de uma política de sustentabilidade energética a nível mundial. Contudo, no desenvolvimento destes empreendimentos, a consciencialização de governos e promotores, e o estabelecimento de políticas de proteção social e ambiental representará um dos grandes desafios deste século.

As alterações climáticas são uma das principais ameaças à biodiversidade, seja pela destruição de ecossistemas, disrupção de cadeias alimentares, desenvolvimento de novos agentes patogénos ou o aumento do risco de extinção de espécies. Ecossistemas e espécies não terão tempo suficiente para se adaptar às novas condições climáticas. Ecossistemas tão importantes a nível global quanto a floresta tropical amazónica ou a Grande Barreira de Coral podem já estar a sofrer efeitos e estarão certamente ameaçados. Ao mesmo tempo, as políticas de preservação da biodiversidade podem contribuir para maior resiliência dos ecossistemas e até contribuir para a mitigação das alterações climáticas.

As florestas terão sempre um papel muito importante na trajetória para um “cooler world”. Todos os cenários compatíveis com o objectivo de 2ºC implicam uma eliminação das taxas de deflorestação atuais e o incremento da capacidade de sequestro a nível global. O United Nations Collaborative Programme on Reducing Emissions from Deforestation and Forest Degradation in Developing Countries lançou as metas Aichi para 2020. Através da Convenção para a Diversidade Biológica os países acordaram metas ambiciosas para a conservação, uso sustentável e recuperação das florestas, e, através da UNFCCC, os países estão a discutir um mecanismo financeiro para promover REDD+.

As opções de mitigação mais rentáveis na silvicultura são o florestamento, gestão florestal sustentável e redução da desflorestação, com grandes diferenças entre as regiões.

Sem novas políticas fortes o uso de combustíveis para o transporte rodoviário deverá duplicar entre 2010 e 2050. No entanto, uma enorme quantidade de energia pode ser poupada no sector dos transportes, agora e no futuro, através de melhorias de eficiência. Segundo o IPCC, as medidas técnicas e comportamentais de redução para todo o tipo de transportes, além de novas infraestruturas e investimentos de re-desenvolvimento urbano, podem reduzir a procura de energia em 2050 em cerca de 40%.

A energia eólica foi a primeira energia renovável a atingir um volume de larga escala. De acordo com a Agência Internacional de Energias Renováveis (IRENA), em 2016 estavam instalados a nível mundial, 468 GW de capacidade, e os avanços tecnológicos permitiram que esta tecnologia, sob determinadas condições, seja competitiva com as energias fósseis. Em países como Dinamarca e Portugal, a sua contribuição é já muito significativa na produção de eletricidade. Novos avanços tecnológicos podem permitir ainda aumentar a utilização do recurso eólico, por exemplo em “offshore”.

A energia solar fotovoltaica está a atingir a maturidade, sendo nos últimos anos o tipo de energia com maior incremento anual em capacidade instalada em vários países. De acordo com uma análise da Agência Internacional de Energia, em previsões extremas a energia solar poderia fornecer até um terço da procura final de energia a nível mundial depois de 2060.

A energia solar fotovoltaica continua a evoluir a grande velocidade e com uma diminuição crescente de custos.

Em Portugal a tecnologia solar fotovoltaica foi a que mais cresceu em 2016 tendo sido responsável por 1,4% da produção no nosso país. A Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN) prevê que a capacidade instalada de energia solar fotovoltaica em Portugal aumente em cerca de 20 vezes até 2030.

Segundo o IPCC, as opções de adaptação para a agricultura incluem respostas tecnológicas, melhorando o acesso dos pequenos agricultores ao crédito e outros recursos críticos de produção, o fortalecimento das instituições passando de nível local para o nível regional e melhorar o acesso ao mercado através de uma reforma do comércio. As opções de mitigação mais rentáveis serão a gestão de solos agrícolas, gestão de pastagens, e recuperação de solos orgânicos. Em simultâneo, as escolhas alimentares determinam também uma grande parte das emissões do sector primário: as dietas hipercalóricas dos países ocidentais, hoje em replicação nos países emergentes, implicam uma maior utilização do solo para a pecuária intensiva, maior uso de fertilizantes e químicos, e muitas vezes, maiores necessidades de transportes (“food miles”). O Global Calculator (www.globalcalculator.org) evidencia que as fontes ligadas à produção e transporte alimentar, em particular da criação de proteína animal, são das principais fontes de emissão sobre as quais é necessário atuar.

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