Mercado de carbono (resumo semanal – 12/04/2021)

A pandemia levou a uma redução generalizada das emissões em 2020
Foram publicados no dia 6 de abril os resultados preliminares do CELE do ano de 2020, estimando-se que as emissões totais abrangidas por fontes estacionárias terão caído cerca de 12,6% em relação a 2019, totalizando 1303Mt CO2 em 2020, a maior redução desde o lançamento do CELE, e o terceiro ano seguido de redução nas emissões.
Esta redução muito se deveu à pandemia da COVID-19, que afetou a produção em praticamente todos os setores de atividade, mas também ao aumento da potência renovável instalada e à substituição de carvão por gás natural no setor da energia.
Os dados preliminares mostram que as emissões reduziram em 28 dos 31 países participantes, e os cinco países mais emissores, Alemanha, Polónia, Itália, Reino Unido e Espanha, registaram os níveis mais baixos de emissões desde o lançamento do CELE. Os resultados consolidados finais da participação da indústria europeia no CELE serão conhecidos apenas a 4 de maio.

Os níveis de dióxido de carbono na atmosfera atingem novos níveis recorde
Cientistas da Universidade São Diego na Califonia, revelaram que as concentrações de dióxido de carbono na atmosfera atingiram novos níveis recorde este ano, apesar da queda das emissões durante a pandemia. As últimas medições mostram que os níveis globais estão 50% acima dos valores pré-industriais. Os dados divulgados revelam que as concentrações atmosféricas de dióxido de carbono, em março, atingiram um valor de 417,14 partes por milhão (ppm), depois do último recorde ter sido registado em maio de 2020 de 417,10 ppm.
As emissões globais reduziram temporariamente em 2020 devido à paralisação da atividade económica que se fez sentir após o início da pandemia de COVID-19, no entanto esta redução não foi suficiente para afetar a acumulação de dióxido de carbono na atmosfera, que continua a aumentar.

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O mercado fechou a cotar em 44,34 €/t, uma valorização de 1,79% relativamente ao valor de abertura do mercado.

Na sexta-feira passada o mercado fechou a cotar em 43,56 €/t, uma valorização de 2,8% relativamente ao valor da cotação de fecho da semana anterior.

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