Mercado de carbono (resumo semanal – 14/09/2020)

Legisladores da UE aumentam a meta dos objetivos climáticos para 60%
A comissão do ambiente do Parlamento Europeu votou a favor de um novo objetivo a nível da UE para reduzir as emissões de carbono em 60% até 2030, preparando o caminho para duras negociações com os países da UE e a Comissão Europeia, que deverá propor um objetivo de 55% na próxima semana. Esta meta foi aprovada com 47 votos a favor e 37 contra, no dia 10 de setembro.
O documento propõe que os membros se comprometam em reduzir as emissões de gases com efeito de estufa em 60% em relação aos níveis de 1990, em comparação com os 40% atuais. Este necessita de aprovação de todo o Parlamento e dos 27 Estados-Membros da UE para se tornar lei.
Os legisladores também votaram a favor da suspensão de todos os subsídios fósseis a partir de 2025 e da atribuição aos cidadãos da UE do direito de processar os governos caso não cumpram as suas contribuições nacionais.
Espera-se agora que todo o Parlamento Europeu, vote sobre a proposta numa votação plenária agendada para outubro. Os Chefes de Estado da UE irão então debater a proposta em meados de outubro, com vista a chegar a acordo na última reunião dos Ministros do Ambiente deste ano, a 17 de dezembro.
Até junho de 2021, a Comissão tenciona adaptar novas propostas para alinhar as regras e regulamentos com os novos objetivos climáticos da UE. Estes incluem novas normas de emissão de automóveis, eficiência dos edifícios, energias renováveis, bem como uma emenda ao CELE.

Governo financia 1,3 milhões de euros para avaliar vulnerabilidade do país às alterações climáticas

O “Roteiro Nacional para a Adaptação 2100 – Avaliação da vulnerabilidade do território Português às alterações climáticas no século XXI”, que vai ser assinado hoje pelo Ministério do Ambiente e da Ação Climática, tem como financiamento total 1,3 milhões de euros, onde 400 mil euros foram atribuídos pelo mecanismo financeiro EEA Grants e 900 mil pela Agência Portuguesa do Ambiente.
Este Roteiro vem trazer um “conjunto de projeções e estimativa de custos de adaptação às alterações climáticas para os setores económicos em 2100”, que vai permitir avaliar o impacto, a vulnerabilidade e o risco das alterações climáticas no território nacional. O Ministério do Ambiente e da Ação Climática, em comunicado referiu que “os resultados alcançados estabelecerão diretrizes para os contextos micro e macroeconómico”
Neste projeto estarão envolvidas várias entidades como a APA, promotora, o Banco de Portugal, a Direção Geral do Tesouro (DGT), a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e a Direção Norueguesa de Proteção Civil.

__________________________________________________________________________________________________________________

O mercado fechou a valorizar, estando a cotar em torno dos 30,45 €/t, uma valorização de 7,83% relativamente ao valor de abertura do mercado.

Na sexta-feira passada o mercado fechou a cotar 28,24 €/t, uma valorização de 3,3% relativamente ao valor da cotação de fecho da semana anterior.

 

Consulte os valores diários aqui.