Mercado de carbono (resumo semanal – 16/09/2019)

A Comissão Europeia adotou na passada quarta-feira uma comunicação a reafirmar o seu compromisso para acelerar a ambição no combate às alterações climáticas. A uma semana da Cimeira da Ação Climática organizada pela Organização das Nações Unidas (UN Climate Action Summit 2019) que decorrerá em Nova Iorque a 23 de setembro, a CE reforça que a UE lidera a ação climática global, estando a negociar um quadro internacional que garanta uma resposta inclusiva a este desafio, enquanto atua internamente com unidade, rapidez e determinação.

Os diretores do Banco Europeu de Investimento (BEI) começaram a discutir na terça-feira passada uma política de empréstimos atualizada que poderá fazer com que o banco deixe de financiar projetos de combustíveis fósseis. Em julho, o BEI publicou uma versão preliminar da sua política de apoio financeiro a projetos de energia, que inclui uma linha de financiamento dedicada para nos países e regiões europeus menos desenvolvidos, maior enfoque na utilização de energias renováveis e um corte progressivo ao financiamento de combustíveis fósseis até 2020. Essa última medida foi aclamada por grupos ambientalistas, com o próprio banco a assumir que a nova política tornaria suas atividades coerentes com os objetivos do Acordo de Paris. De acordo com os últimos dados do banco, o BEI emprestou mais de 11 mil milhões de euros entre 2013 e 2017 para projetos de combustíveis fósseis. Nos termos da revisão publicada, não serão apoiadas a “produção de petróleo ou gás a montante, mineração de carvão, infraestruturas dedicadas a carvão, petróleo e gás natural e geração de energia ou produção de calor a partir de fontes de combustíveis fósseis”. Exceções serão feitas para centrais de gás de alta eficiência e caldeiras de aquecimento incluídas em processos de renovação de edifícios. Representantes da UE acreditam que um acordo final pode ser alcançado em dezembro, possivelmente após o BEI assinar novas regras.

O ex-secretário de Estado norte-americano, John Kerry, participou este domingo na conferência “O Futuro do Planeta” promovida pela Fundação Oceano Azul e pela Fundação Francisco Manuel dos Santos). Durante o seu discurso afirmou ”não haver um único país a fazer aquilo que se comprometeu em Paris” e que se “devem elevar esforços e forçar o sistema a responder”.

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