Mercado de carbono (resumo semanal – 18/11/2019)

No dia 14 de Novembro o Banco Europeu de Investimento (BEI) acordou acabar com apoio financeiro a projetos de combustíveis fósseis a partir de 2021, uma extensão do prazo de 2020 inicialmente proposto que permitiu acomodar as preocupações de alguns dos países que necessitavam de maior flexibilidade para projetos de gás natural. A nova política do BEI irá também aumentar o limite máximo de financiamento de 50% para 75% para os dez países com menor rendimento, e o limite de financiamento para determinados projetos de energia renovável será superior para todos os Estados-Membro. No entanto, continuarão a ser financiados projetos de pequenas caldeiras a gás natural em áreas onde ainda seja usado aquecimento a óleo e combustíveis sólidos, e centrais térmicas que emitam menos de 250gCO2/kWh.

De acordo com oficiais da Comissão Europeia, a economia circular será uma das prioridades do novo Green Deal Europeu, representando metade do esforço planeado para atingir a meta de neutralidade carbónica até 2050. Neste sentido, encontra-se em desenvolvimento um novo plano de ação para a economia circular, que irá complementar as medidas do primeiro plano (como a proibição do plástico de uso singular) com novas leis de reciclagem e resíduos mais ambiciosas. Entre as medidas discutidas encontram-se a introdução de novos critérios para a durabilidade, reparabilidade e reciclabilidade de produtos, e uma percentagem mínima legal de materiais recicláveis em novos produtos.

No dia 19 de Novembro, diplomatas e especialistas industriais dos EUA, Japão e União Europeia irão reunir-se em Bruxelas para discutir os riscos associados à cadeia de fornecimento de minerais raros, materiais críticos ao desenvolvimento tecnológico cujo mercado é atualmente dominado pela China. Esta reunião vem ao encontro da atual estratégia europeia para a soberania de recursos naturais, que inclui a alocação de investimento para potenciais projetos de extração de minerais na política do BEI anteriormente mencionada. No entanto, a aprovação deste tipo de projetos em solo europeu é um tema controverso, pois entra em conflito com as expectativas ambientais do público geral, assim como regulamentação ambiental vigente.

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