Mercado de carbono (resumo semanal – 29/07/2019)

O Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, enviou uma carta a todos os chefes de estado a convidá-los para a sua próxima cimeira sobre ação climática em setembro. Pede ainda que divulguem no evento como vão aumentar as suas ambições para 2030 e quais são os seus planos para a neutralidade carbónica em 2050. Esta é uma tarefa ambiciosa pois poucos países, maioritariamente europeus, assumiram o compromisso de atingirem a neutralidade carbónica até meados do século.

Hoje assinala-se o “Earth Overshoot Day”, o dia em que a humanidade esgotou tantos recursos naturais como aquelas que o planeta Terra pode renovar num ano inteiro, dois meses mais cedo do que há 20 anos atrás e três dias mais cedo do que em 2018. Ou seja, o equivalente a 1,75 planetas seriam necessários para satisfazer as necessidades da humanidade face o seu consumo atual. Em Portugal esse dia aconteceu a 26 de maio, significando que se toda a gente na terra vivesse, consumisse e poluísse como os cidadãos portugueses, a partir dessa data estaríamos a exceder o capital natural e consequentemente a criar mais emissões de carbono do que o planeta pode absorver.

O Banco Europeu de Investimento está a refletir banir o financiamento de projetos de combustíveis fósseis, tendo proposto canalizar mais fundos para projetos que contribuam para apoiar a transição energética europeia e a neutralidade carbónica. O dia 10 de setembro é a data para os Ministros das Finanças da Europa aprovarem esta estratégia. Apesar da UE ter o objetivo de descontinuar os subsídios do carvão até 2025, ainda existe um fundo europeu que apoia os projetos de investigação sobre o carvão e o aço. Parte deste financiamento é utilizado para comprar gases altamente tóxicos e otimizar processos da indústria do carvão.

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